Ascendência pela Família Lucena

Ascendência pela Família Lucena

brasao

FAMÍLIA LUCENA

ESPANHA

A família Lucena foi um dos mais influentes de judeus convertidos de Toledo no correr até à expulsão de 1492. O avô da família era mestre Martin de Lucena , o Macabeu*, que o autor de Sheber Yehudah, R. Solomon ben Verga afirma que ele era “um grande médico de nossa raça” e o apresenta como um homem de bem para o seu povo perseguido.

No entanto, a família Lucena não vai escapar do rigor da Inquisição. O filho de Martín, Juan de Lucena, terá que deixar Toledo em 1467 juntamente com sua esposa e seis filhas para Sevilha. Mas também em Sevilha eles testemunharão contra ele antes da Inquisição, acusando-o de ser um homem que leu muitos livros. Ele se refugiou na Puebla de Montalbán, onde se dedicou à impressão de livros hebraicos, mas acabou fugindo para Roma, enquanto outros membros de sua família emigraram para Portugal . Suas filhas vão ficar em Montalbán (Toledo) a ser convocada pelos inquisidores de Toledo, que está sendo acusado de preparar carne de acordo com a lei judaica, guardar o sábado e orar de acordo com a liturgia judaica, romance e vira para encarar a parede. ( http://www.proel.org/index.php?pagina=traductores/lucena )

PORTUGAL

Houve tres hirmãos em tempo dos Reis D. J.º o 1.º D. D.te e D. A.º 5º q vieram de Castela amarranados; (Alão de Morais).

1 Fernão Vasques de Lucena judeu natural de na Andaluzia, Espanha. Pai de:
2 Vasco Fernandes de Lucena, cristão-novo abastado, do conselho de d. Afonso V c.c.Violante de Azevedo filha de João Lopes de Azevedo e de Leonor Leitão. Pais de:
3. Sebastião de Lucena c.c. sua prima Maria de Vilhena , filha de Diogo de Azevedo.Pais de: Vasco Fernandes de Lucena a seguir em Pernambuco.

PERNAMBUCO

4 Vasco Fernandes de Lucena que passou ao Brasil para Pernambuco, em 1535. Foi Al-caide-mor de Olinda.Casou com Brites Dias Correia.Pais de :

4.1.Francisco Fernandes de Lucena. Seus herdeiros em 1588: Maria de Lucena c.c. Antonio da Costa Feio e Beatriz de Lucena c.c. Miguel Pires Landim, mameluco.
4.2.Clara Fernandes de Lucena
4.3.Sebastião de Lucena de Azevedo que veio com o pai.Casou com Jeronima de Mesquita.Pais de:

5. Mateus de Freitas de Azevedo n. em 1567, c.c. Maria de Herédia, cristã-nova.(TRONCO DOS LUCENAS PERNAMBUCANOS).

DEPOIMENTO DE MARIA DE HERÉDIA PERANTE A INQUISIÇÃO:

dixe ser cristaã velha e que da parte de sua mãi tem raça de cristaã nova por que sua mãi hera filha de cristão novo e de cristaã velha e ser natural desta Capitania filha de Joam Queixada ho Portugues cristão velho mamaluco filho de homem branco e de uma brasila, e sua mãi della denunciante chamar se Lionor Reimoa que era mea cristaâ nova filha de pai cristão velho e de mãi cristaã nova já defuntos, de ydada de vinte e hum annos, casada com Matheus de Freitas de Azevedo alcaide mór desta Capitania…

Mateus e Maria foram os pais de:

6. Clara de Azevedo que casou segunda vez com Antonio Malheiros de Melo.Pais de:
7. Sebastião de Lucena que viveu em Santo Amaro de Jaboatão, a que pertencia o distrito de Muribeca, casado com Joana de Macedo, de cujo matrimônio nasceram:

7.1 Antonio de Lucena, clerigo e outros de que não tenho notícia.(Borges da Fonseca).Um desses outros, provavelmente avô de Manoel Nogueira de Lucena, natural do mesmo local, que se estabeleceu em Mossoró/RN, na primeira metade do século XVIII.

CEARÁ/MOSSORÓ

1.Manoel Nogueira de Lucena, pernambucano de Muribeca, nascido em torno de 1700, veio com seus irmãos para o Jaguaribe
(um dos irmãos se chamava Teobaldo Soares de Lucena, falecido em Mossoró em 1767 aos 70 anos).Em Russas casou com Firmiana Rosa dos Prazeres,filha de Francisco Ribeiro de Sousa (tambem de Muribeca) e de Maria Calado Rego natural de Ipojuca.

A tradição diz que Manoel Nogueira, ameaçado de confisco dos seus bens, por envolvimento em lutas, juntamente com seus parentes que eram todos os Nogueiras do Jaguaribe, foi obrigado a fazer uma venda fictícia dos seus bens, refugiando-se na Serra Mossoró, reavendo-os depois. No inventário de Manoel Carvalho de Lucena, casado com Ana de Gois, filha de Manoel, há uma discussão sobre uma escrava que teria sido dada por Manoel à sua filha, em tempo que lhe xegara a noticia que lhe querião secrestar todos os seus bens… e que parece documentar aquele fato citado. O inventário foi feito em 1773.O desentendimento marcante que houve envolvendo os Nogueiras no Jaguaribe, partiu das denúncias feitas pelo Cel.João de Barros Braga e que levaram, em 1721, à prisão de alguns membros daquela família.Por hipótese Manoel Nogueira de Lucena faria parte desse antigo clã do Jaguaribe, embora tendo nascido em Muribeca.

OBS:
a)Firmiana, não Femiana como está em literatura mossoroense.
b)Os ascendentes de Firmiana são novidade na genealogia dos nossos Lucenas.Contribuição de Vinícios Barros Leal

Manoel e Firmiana foram os pais de:

2.Josefa Nogueira de Lucena c.c. Alexandre de Souza Rocha (Ver Câmara)

ASCENDÊNCIA PELA FAMÍLIA CÂMARA

1. André Garros da Câmara c.c. Maria Ferreira do Ó

2. Matias de Oliveira Câmara c.c. Francisca Pereira da Anunciação

3. Alexandre de Souza Rocha c.c. Leocádia Barbosa Vasconcelos

4. Alexandre de Souza Rocha c.c. Josefa Nogueira de Lucena (Ver Lucena)

OBS:Informações sobre a ligação entre André Garros da Câmara e Alexandre de Souza Rocha, fornecidas gentilmente por Francisco Augusto, genealogista cearense.

Aos sete dias do mês de novembro de 1774, pelas dez horas do dia, no sitio Ilha, da ribeira do Mossoró, Termo da Freguesia da Várzea do Apodí, donde são os nubentes fregueses, corridos os banhos na forma do sagrado Concílio Tridentino, justificando o nubente que vindo do Seridó, o seu natural, de menor idade, que me constou do mandamento de casamento do reverendo vigário da Vara que em meu poder fica, em presença do Pe. Frei Antonio da Conceição, de licença minha e das testemunhas abaixo assinadas, Francisco Ribeiro, solteiro, e Matias Aires, solteiros, moradores no Mossoró, pessoas de mim conhecidas e fregueses desta Matriz, se casaram solenemente por palavras de presente, Josefa Maria Calada, natural desta freguesia da Varzea do Apodí, moradores na serra do Mossoró, filha legítima do alferes Manuel Nogueira de Lucena, natural de Muribeca e de Femiana Rosa dos Prazeres, natural da freguesia de Russas, com Alexandre da Rocha, natural do Seridó, e moradores nesta freguesia da Várzea do A´pdí, filho legítimo de Alexandre de Souza Rocha, e de Leocádia Barbosa Vasconcelos, naturais de Goiana, e logo se lhe deram as bênçãos conforme os ritos da Igreja, e para clareza de tudo, eu, o Padre João de Paiva, cura dessa Freguesia, fiz este termo que , com as testemunhas ambos assinei.

3.Germana de Souza Rocha c.c. Francisco Filgueira de Melo

4.Manuel Filgueira de Melo c.c. Quitéria de Souza Nogueira

5.Trajano Filgueira de Melo c.c. Luzia Filgueira de Souza

6. Luisa de Souza Filgueira c.c. Tibério Cesar Conrado Burlamaqui

7.Nestor Filgueira Burlamaqui c.c. Iris Ferreira da Silva

8.Marcos Antonio Filgueira c.c. Maria Goretti Silva Medeiros

Sobrenome: Lucena

Dossier: 602085
Língua do texto: Portugûes
Nobreza: Nobres
Nobres na: Portugal (Espanha)

 

Blason: De azul, com um sol de ouro; bordadura de prata, carregada de oito cruzes florenciadas de verde. Alias : esquartelado: o primeiro de azul, com um sol de ouro; o segundo de púrpura, com um leão de ouro, segurando na mão direita um livro aberto; o terceiro de vermelho, com uma dobre cruz de ouro, acompanhada de seis besantes, tudo de ouro, e um debrum do mesmo; e o quarto de ouro

1 Brasâo da família Lucena

Citado em “Armorial Lusitano – Anuário da Nobreza de Portugal”.

De azul, com um sol de ouro; bordadura de prata, carregada de oito cruzes florenciadas de verde.

Lucena (Paraíba)

Lucena é um município brasileiro situado na Região Metropolitana de João Pessoa, no estado da Paraíba. Sua população em 2012 foi estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 12.029 habitantes,[3] distribuídos em 89 km² de área.

No município fica um dos importantes patrimônios históricos do estado: a Igreja da Guia.

História

A história da cidade começa com a chegada dos portugueses, os quais, por volta de 1596, passavam em Lucena em direção à Baía da Traição. Nessa época, eles ainda tinham receio de ocupar grandes faixas das terras paraibanas, construir residências e arriscar-se na administração de uma propriedade, muito disso em virtude das tribos locais, ainda em estado silvícola. Entretanto, o Governo da então Capitania da Paraíba, liderado pelo capitão-mor Feliciano Coelho de Carvalho, concedeu nessa época sesmarias na bacia do Rio Miriri aos frades beneditinos. A partir dessa ação tudo começou.[6]

A região foi elevada à categoria de município em 22 de dezembro de 1961, desmembrado-se de Santa Rita. Seutopônimo originou-se do nome de um antigo morador, cuja ocupação era transportar passageiros entre as duas margens do Rio Paraíba.[7]

Vasco Fernandes Lucena

(Portugal, séc. XVI — Pernambuco, séc. XVI)

Como muitos dos primeiros europeus a viver no Brasil, nada se sabe de sua vida até o momento da chegada dos donatários, na década de 1530. O fato é que, ao desembarcar em Pernambuco para tomar posse de sua capitania, Duarte Coelho lá encontrou o português Vasco Lucena, já casado com uma índia tabajara. Foi graças a ele que a tribo de sua mulher renegou a aliança que havia estabelecido com os franceses a fim de unir-se aos portugueses. Em torno dele foi criado um mito. No momento crucial da disputa pela preferência, quando os índios cercaram os colonos, teria discursado para a tribo, pedindo a adesão a Portugal e ameaçando os que preferiam os franceses com a morte, caso ousassem atravessar um risco que traçou no chão com a espada. Cinco teriam tentado e morrido fulminados por um raio. Por causa do milagre, o risco que traçou teria sido usado como base para a construção da principal igreja de Olinda.

Você sabia que muitos brasileiros são descendentes de judeus?  (Inclusive nos)

Um povo para ser destacado dentre as nações precisa conhecer sua identidade, buscando profundamente suas raízes. Os povos formadores do tronco racial do Brasil são perfeitamente conhecidos, como: o índio, o negro e o branco, destacando o elemento português, nosso colonizador. Mas, quem foram estes brancos portugueses? Pôr que eles vieram colonizar o Brasil ? Viriam eles atraídos só pelas riquezas e Maravilhas da terra Pau-Brasil ? A grande verdade é que muitos historiadores do Brasil colonial ocultaram uma casta étnica que havia em Portugal denominada por cristãos-novos, ou seja, os Judeus ! Pôr que ? (responder esta pergunta poderia ser objeto de um outro artigo).

Em 1499, já quase não havia mais judeus em Portugal, pois estes agora tinham uma outra denominação: eram os cristãos-novos. Eles eram proibidos de deixar o país, a fim de não desmantelar a situação financeira e comercial daquela época, pois os judeus eram prósperos. Os judeus sefarditas, então, eram obrigados a viver numa situação penosa, pois, por um lado, eram obrigados a confessar a fé cristã e por outro, seus bens eram espoliados, viviam humilhados e confinados naquela país. Voltar para Espanha, de onde foram expulsos, era impossível, bem como seguir em frente, tendo à vista o imenso oceano Atlântico. O milagre do Mar Vermelho se abrindo, registrado no Livro de Exôdo, precisava acontecer novamente.

Naquele momento de crise, perseguição e desespero, uma porta se abriu: providência divina ou não, um corajoso português rasga o grande oceano com sua esquadra e, em abril de 1500, o Brasil foi descoberto.
Na própria expedição de Pedro Álvares Cabral já aparecem alguns judeus, dentre eles, Gaspar Lemos, Capitão-mor, que gozava de grande prestígio com o Rei D. Manuel. Podemos imaginar que tamanha alegria regressou Gaspar Lemos a Portugal, levando consigo esta boa nova: – descobria-se um paraíso, uma terra cheia de rios e montanha, fauna e flora jamais vistos. Teria pensado consigo: não seria ela uma “terra escolhida” para meus irmãos hebreus ? Esta imaginação começou a tornar-se realidade quando o judeu Fernando de Noronha, primeiro arrendatário do Brasil, demanda trazer um grande número de mão de obra para explorar seiscentas milhas da costa, construindo e guarnecendo fortalezas na obrigação de pagar uma taxa de arrendamento à coroa portuguesa a partir do terceiro ano. Assim, milhares e milhares de judeus fugindo da chamada “Santa Inquisição” e das perseguições do “Santo Ofício” de Roma, começaram a colonizar este país.

Afinal, os judeus ibéricos, como qualquer outro judeu da diáspora, procurava um lugar tranqüilo e seguro para ali se estabelecer, trabalhar, e criar sua família dignamente. O tema é muito vasto e de grande riqueza bibliográfica e histórica. Assim, queremos com esta matéria abordar ligeiramente o referido tema, despertando, principalmente, o leitor interessado que vive fora da comunidade judaica.

Neste pequeno estudo, queremos mencionar a influência judaica na formação da raça brasileira, apresentando apenas alguns fatos históricos importantes ocorridos no Brasil colonial, destacando uma lista de nomes de judeus-portugueses e brasileiros que enfrentaram os julgamentos do “Santo Ofício” no período da Inquisição. Os fatos históricos são muitos e podem ser encontrados em vários livros que tratam com detalhes desse assunto, como já mencionado.

Significado do nome Lucena

Oriundo de Lucena.

A origem do nome Lucena é Latim. Oriundo de Lucena.

Lucena é um nome Espanhol de gênero Feminino.

O som da pronúncia do nome Lucena é similar aos nomes: Logan, Lucian, Luciano, Luciene, Lukyan, Lujan, Lucan, Luken, Lisanne, Leuconoe, Luciana, Lizanne, Liciane, Lukene, Lausanne, Lucienne.

Escrever, lembrar e pronunciar o nome Lucena é considerado razoável.

Os principais e mais conhecidos apelidos do nome Lucena são: Lubs, Lua.

É compreensível e gentil. Geralmente quem se chama Lucena, gosta de ser sábio e se adapta facilmente a diversas situações.

Distribuição do nome pelo Brasil

Percentual

De acordo com nossa pesquisa, 0.0006% da população brasileira chamam-se Lucena.

Popularidade

O nome Lucena está na posição número 3227 de nomes mais escolhidos no Brasil.

Curiosidade

Você sabia que 0.0037% da população em Rio Grande do Sul chamam-se Lucena?
Estado %
Rio Grande do Sul 49.7462%
Santa Catarina 14.2132%
Paraná 10.6599%
São Paulo 7.6142%
Rio de Janeiro 4.6954%
Ceará 4.5685%
Bahia 2.2843%
Pernambuco 2.1574%
Maranhão 2.1574%
Estado %
10° Goiás 1.9036%
 * Macabeus???
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Disambig grey.svg Nota: Se procura pelo livro bíblico, veja Livro dos Macabeus.
Os macabeus (do hebraico מכבים ou מקבים, makabim ou maqabim, “martelos“; em grego: Μακκαβαῖοι, IPA[makav’εï]) foram os integrantes de um exército rebelde judeu que assumiu o controle de partes da Terra de Israel, até então um Estado-cliente do Império Selêucida. Os macabeus fundaram a dinastia dos Hasmoneus, que governou de 164 a 37 a.C., reimpuseram a religião judaica, expandiram as fronteiras de Israel e reduziram no país a influência da cultura helenística.

Seu membro mais conhecido foi Judas Macabeu, assim apelidado devido à sua força e determinação.

Os macabeus durante anos lideraram o movimento que levou à independência da Judeia, e que reconsagrou o Templo de Jerusalém, que havia sido profanado pelos gregos. Após a independência, os hasmoneus deram origem à linhagem real que governou Israel até sua subjugação pelo domínio romano em 37 a.C..

Início da revolta

Com a proibição em 167 a.C. da prática do judaísmo pelo decreto de Antíoco IV e com a introdução do culto do Zeus Olímpico no Templo de Jerusalém, muitos judeus que decidem resistir a esta assimilação acabam sendo perseguidos e mortos. Conforme diz o 1 Macabeus 1:56-64 :

“Quanto aos livros da Torá, os que lhes caíam nas mãos eram rasgados e lançados ao fogo. Onde quer que se encontrasse, em casa de alguém, um livro da Aliança ou se alguém se conformasse à Torá, o decreto real o condenava à morte. Na sua prepotência assim procediam, contra Israel, com todos aqueles que fossem descobertos, mês por mês, nas cidades. No dia vinte e cinco de cada mês ofereciam-se sacrifícios no altar levantado por sobre o altar dos holocaustos. Quanto às mulheres que haviam feito circuncidar seus filhos, eles, cumprindo o decreto, as executavam com os mesmo filhinhos pendurados a seus pescoços, e ainda com seus familiares e com aqueles que haviam operado a circuncisão. Apesar de tudo, muitos em Israel ficaram firmes e se mostraram irredutíveis em não comerem nada de impuro. Eles aceitaram antes morrer que contaminar-se com os alimentos e profanar a Aliança sagrada, como de fato morreram. Foi sobremaneira grande a ira que se abateu sobre Israel”.

Entre os judeus que permanecem fiéis à Torá, está o sacerdote Matatias, chamado de Hasmoneu devido ao nome do patriarca de sua linhagem (Hasmon). Recusando-se a servir no templo profanado, Matatias se exila com sua família em sua propriedade em Modin. Matatias tem cinco filhos: João, Simão, Judas, Eleazar e Jônatas. Convocados para os sacrifícios sacrílegos, Matatias acaba matando o emissário real e um sacerdote que se propõe a oficiar os sacrifícios. Convoca então os judeus fiéis à Torá e foge com seus filhos para as montanhas, iniciando o movimento de resistência contra o domínio estrangeiro, destruindo altares, circuncidando meninos à força e recuperando a Torá das mãos dos gentios.

Judas Macabeu

Matatias morre em 166 a.C., e seu filho Judas assume a liderança da resistência. Judas desenvolve técnicas de guerrilha, que vence as contínuas tropas selêucidas enviadas. Apesar de alguns explicarem tal como “intervenção divina”, Antíoco também tinha de se preocupar com outras revoltas em seu império. Em 164 a.C., Judas e seus homens conseguem tomar Jerusalém e rededicar o Templo, no que ficaria conhecida como a Festa de Chanucá.

“No dia vinte e cinco do nono mês – chamado Casleu – do ano cento e quarenta e oito, eles se levantaram de manhã cedo e ofereceram um sacrifício, segundo as prescrições da Lei, sobre o novo altar dos holocaustos que haviam construído. Exatamente no mês e no dia em que os gentios o tinham profanado, foi o altar novamente consagrado com cânticos e ao som de cítaras, harpas e címbalos (…) E Judas, com seus irmãos e toda a assembleia de Israel, estabeleceu que os dias da dedicação do altar seriam celebrados a seu tempo, cada ano, durante oito dias, a partir do dia vinte e cinco do mês de Casleu, com júbilo e alegria”. (1 Macabeus 4:52-54,59)

Com a morte de Antíoco IV em 164 a.C., a luta de resistência prossegue contra Antíoco V (164-162 a.C.), seu filho, e o regente Lísias e, a seguir, contra Demétrio I Sóter (161-150 a.C.).

Dinastia Hasmoneia

Com a morte de Judas, a liderança da família e da revolta contra o Império Selêucida passa para o seu irmão Jônatas. Jônatas faz vários acordos e alianças com vários países, como Esparta e inclusive com a potência da época, a República Romana, para que fosse reconhecido a situação de Israel como nação livre perante o império selêucida. Jônatas prossegue com a revolta, até que no ano de 153 a.C. ganha o cargo de sumo sacerdote de Israel por decreto de Alexandre Balas, rei selêucida. Jônatas se aliara a Alexandre, na tentativa deste de usurpar o trono de Demétrio I Sóter. Quando Alexandre consegue o trono, ele recompensa Jônatas, a qual permite governar quase que com total independência a Judeia. Entretanto, o rei sucessor de Alexandre, o rei Antíoco VI, torna-se hostil aos judeus, o que provoca nova guerra, dessa vez liderada por Simão, irmão de Jônatas e atual sumo sacerdote.

Por fim, a real independência da Judeia vem no governo de João Hircano I, filho de simão, que se tornou sumo sacerdote e foi coroado rei da Judeia. João Hircano ainda enfrentou uma nova tentativa de invasão do Império Selêucida sob o comando do rei Antíoco VII. De acordo com a lenda, o rei João Hircano I, abriu o sepulcro do Rei Davi e de lá retirou três mil talentos, que entregou a Sideta para que esse poupasse Jerusalém. Antíoco, então, atacou a Pártia, apoiado pelos judeus, e, por um curto tempo, recuperou a MesopotâmiaBabilônia e a região dos Medos, antes de cair em uma emboscada e ser morto por Fraates II de Pártia. O reino Selêucida, então, se restringiu à Síria. Com isso a independência da Judeia como um reino independente sob a dinastia Hasmoneia é assegurada.

Durante o reinado de João Hicarno I e de Alexandre Janeu, há uma expansão do reino judeu, que incorpora regiões importantes da Palestina, como MádabaSamegaSiquémAdoraMarisa e a Idumeia. Nesse processo, há uma judaização forçada das populações conquistadas. Por essa época é que surgem os três grandes partidos políticos da JudeiaFariseusSaduceus e os Essênios. As crueldades cometidas por João Hircano I contra as cidades conquistadas e as populações forçadamente judaizadas provocam a primeira reação dos Fariseus contra os governantes Macabeus. A partir deste momento João Hircano I alia-se aos saduceus e rompe com os fariseus. Durante os próximos reinados, de Alexandre Janeu (103-76 a.c) e de Aristóbulo I (104-103 a.c), os governantes Hasmoneus se apoiam nos Saduceus contra os Fariseus. Entretanto, durante o reinado da rainha Salomé Alexandra (76-66 a.c), há uma aproximação da monarca com o partido Fariseu, em detrimento dos Saduceus.

Declínio hasmoneu e subjugação romana

A relativa independência dos judeus termina com a ascensão de Aristóbulo II ao trono. Seu irmão, João Hircano II, inicia uma guerra civil que termina com a intervenção do general romano Pompeu no ano de 63 a.C., sob o pretexto de pacificar a região. Pompeu coloca Hircano II como sumo sacerdote, entretanto lhe retira o título real e transforma a Judeia em um reino cliente subordinado a um procurador romano. No ano de 37 a.C.Marco António executa Antígono e entrega o trono da Judeia a Herodes, o Grande, um príncipe idumeu filho do procurador romano, Antipater. Para se legitimar no trono, Herodes se casa com Mariana, a única filha e herdeira do sumo sacerdote Hasmoneu Antigono, filho de Aristóbulo II. Entretanto, com medo de conspirações por parte da elite judaica e dos seus filhos com Mariana, manda executar a esposa e acusa seus filhos, Alexandre e Aristóbulo IV de alta traição, que são julgados e executados em 7 a.C..

Lista de reis e governantes hasmoneus

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Documento:

Documento – Lucena

Autor das pesquisas: Renato de Oliveira Lucena, nascido em 1980.

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